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Em um minuto é impossível se fazer muitas coisas, há quem diga o contrário (nós tele-operadores). Mas para um profissional que trabalha em Call Center a palavra “não” é pecado e a religião adotada nas empresas desse ramo ortodoxas puritanas é viril. O atual modelo brasileiro instituído por lei adota que, o atendimento por meio do telefone tem que ser o mais rápido possível e de qualidade (não esqueçamos), exigindo assim que empresas que ofertam esse serviço se adequem para tal façanha. Sobrou para o operador. Stress, depressão e baixa estima rola solto nas centrais de atendimento.
ITAGYBA KUHLMANN é meu referencial. Para quem não o conheceu (uma pena), filho do pesquisador Moisés Kuhlmann, um dos fundadores do Jardim Botânico de São Paulo em 1928, ele foi além de poeta e criador de coelhos, um exímio jornalista político. Seu patrimônio intelectual não está editado. Ele nunca se propusera a tal façanha, mas algumas de suas crônicas e artigos estão disponibilizados através dos extintos jornais Fato Expresso e Cidades da Serra e na revista Contemporânea. Seu pseudônimo mais conhecido é o “Tio Marcos da Portela: - Aquele Abraço!” "...uma paz assolava a sala fria e desconfortável que nos abrigava. Era um esplendor..."