23 de mai. de 2009

15 de abr. de 2009

Em que posso ajudar...?

Em um minuto é impossível se fazer muitas coisas, há quem diga o contrário (nós tele-operadores). Mas para um profissional que trabalha em Call Center a palavra “não” é pecado e a religião adotada nas empresas desse ramo ortodoxas puritanas é viril. O atual modelo brasileiro instituído por lei adota que, o atendimento por meio do telefone tem que ser o mais rápido possível e de qualidade (não esqueçamos), exigindo assim que empresas que ofertam esse serviço se adequem para tal façanha. Sobrou para o operador. Stress, depressão e baixa estima rola solto nas centrais de atendimento.


Telefone sem fil...

Aquele Abraço...

Wilma e Itagyba Kuhlmann
ITAGYBA KUHLMANN é meu referencial. Para quem não o conheceu (uma pena), filho do pesquisador Moisés Kuhlmann, um dos fundadores do Jardim Botânico de São Paulo em 1928, ele foi além de poeta e criador de coelhos, um exímio jornalista político. Seu patrimônio intelectual não está editado. Ele nunca se propusera a tal façanha, mas algumas de suas crônicas e artigos estão disponibilizados através dos extintos jornais Fato Expresso e Cidades da Serra e na revista Contemporânea. Seu pseudônimo mais conhecido é o “Tio Marcos da Portela: - Aquele Abraço!”

Preludio

Entrei para a família recentemente, contudo os conheço há anos. Participei do Coral Municipal de Embu, “Cantares a Meu Povo”, nome em referência a obra de Solano Trindade, sob regência de Wilma Abondanza (Dona Wilma) até 2008. Lembro que quando comecei no coro, como tenor, pois minha voz não tem timbre para "baixo" que me entristecera um pouco na época, Itagyba simples e sereno às ordens magistradas pela regente, sua esposa, dava o tom firme com sua voz grossa e veemente, embalando nossos ensaios na Biblioteca Municipal Moacir F. Jordão, no centro do Embu. Era uma diversão. Mais empolgante que as próprias apresentações. Sempre havia uma nova toada, com vocalizes e exercícios musculares a luz apagada para não deixar ninguém envergonhado. Quando afinávamos e executávamos por completo uma obra como “Estrela Estrela” de Vitor Ramil ou “Cio da Terra” de Chico Buarque, uma paz assolava a sala fria e desconfortável que nos abrigava. Era um esplendor. Lembro-me de sempre fechar os olhos nesses momentos e deixar fluir o som por meus pensamentos. Fantástico!
"...uma paz assolava a sala fria e desconfortável que nos abrigava. Era um esplendor..."

Nas apresentações Itagyba era acolhedor com seu sorriso discreto. Sempre que chegávamos, ele nos recebia como um paizão mesmo. Lúcido até o extremo e simples com seu ar poético, era o contraponto da Dona Wilma. Ela sempre brincalhona e extravagante com suas piadas e deixas. Naquela época eu não imaginava que algo poderia acontecer entre a minha pessoa e o rebento mais lindo produzido pelo casal: Mayra. Ela, tímida, mas de personalidade forte, não me despertara sentimentos "quentes", e sim, porque não, uma inveja boa pelos pais que possuía. Na verdade, acho que todos que os rodeavam queriam de alguma forma fazer parte daquela família, e faziam, pois a todos Itagyba e Wilma acolhiam fraternalmente.
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12 de dez. de 2008

Eduardo Srur


Com obras em grandes escalas o paulistano Eduardo Srur, vem ganhando notoriedade em transformar espaços públicos e obras de artes "decadentes”. Uma de suas excêntricas abordagens ocorreu  na Av.  Paulista, local de grande congestionamento automobilístico. Sua intervenção foi colocar bicicletas “flutuando”, sustentadas por cabos de aço ao longo da avenida. Outro exemplo foi no rio Pinheiros. Alojou 150 manequins em 100 caiaques. Essa intervenção aludiu à década de 1940, onde o rio era habitado dessa prática.



 


link foto: http://planetasustentavel.abril.co. shtml)
 

Uma de suas novas obras denomina-se “Sobrevivência”. Com coletes salva-vidas vestiu monumentos como o Borba Gato, obra de Julio Guerra, 1963, localizado na praça Augusto Tortorello de Araújo, e no Monumento a Independência,1922, de Ettore Ximenes no parque da independência.

Com irreverência e de forma inovadora, Eduardo está causando discussão no meio artístico, onde para alguns sua forma de representação artística fere com a “aura” das obras "vitimas" de suas imaginação. Porém, para o público leigo suas intervenções são motivos de atenção e risos. Sua criatividade tem sido eficaz sobre a opinião pública no geral. Contudo, assim como ele, outras formas de intervenções ao ambiente público tornam-se motivo de protesto e admiração.

24 de out. de 2008

Sem credencial






O terço









Banda que estava fora dos palcos ressurgiu na Virada Cultural com grande público

Estava no show quando um amigo me lançou a ousadia: “por que você não tenta uma entrevista com os caras da banda”, de logo soltei a reposta: ”impossível”. Por tal como proposta lançada pela jornalista Lia Rangel na reunião de pauta no OBORÉ, estava de olhos atentos para qualquer ocorrência fora do comum. Foi quando percebi que ao lado do palco havia um segurança liberando passagem para pessoas inerentes a produção do Show. Por ímpeto, me distanciei dos colegas e fui até o segurança. Identifiquei-me como correspondente do Radar Cultura, pedindo para fazer três ou quatro perguntas ao vocalista da banda O Terço, Flávio Venturini. Eram elas:


  • O que é voltar depois de tanto tempo sem estar nos palcos?
  • O que você esta achando da Virada Cultural? 
  • Como surgiu a proposta em tocar na virada? 
  • Qual banda você gostou de saber que estaria na Virada Cultural, além do Terço?
Doce ilusão. Apesar de ter conseguido adentrar à área restrita, chegando ao fundo do palco, fui barrado pela produção que me solicitou a credencial para poder entrevistá-lo. Tentei a 'arte' da persuasão, más sem possibilidades. O auxiliar de palco (esqueci o nome) tentou ser a ‘via' que possibilitaria fazer as perguntas. Deixei-às com ele para que repassasse ao Flávio. Veio outro ‘cara’ da produção e me disse que só com a tal da ‘credencial’, devolvendo-me o papel com as questões. Abro o debate sobre o distanciamento entre o público e a esfera artística onde, por vias burocráticas, somos impedidos à sua aproximação e, decorrente a isso, distante das opiniões as quais muitas vezes nos são passadas de forma 'caricatural' ou convertidas para mídias de massa sem real aproximação ao público.

Acrescentando...

Foi muito bom ver o desempenho da banda tendo como guitarrista convidado, Cláudio Venturini (da banda 14 Bis). Ver o Sérgio Hinds tocar de braço engessado foi estonteante!

Mais sobre a banda: http://www.oterco.com.br/

[Matéria feita para o Radar Cultura na virada cultural de São Paulo em 2008]

Por: A. Oliveira
 

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